{"id":803,"date":"2019-08-27T22:45:08","date_gmt":"2019-08-28T01:45:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ambiental.media\/artigos\/?p=803"},"modified":"2019-10-27T19:35:54","modified_gmt":"2019-10-27T21:35:54","slug":"o-que-acontece-com-as-florestas-incendiadas-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ambiental.media\/artigos\/o-que-acontece-com-as-florestas-incendiadas-na-amazonia\/","title":{"rendered":"O que acontece com as florestas incendiadas na Amaz\u00f4nia?"},"content":{"rendered":"\n<h3>Cientistas explicam em detalhes as causas do fogo, seus efeitos devastadores e como as queimadas devem ser combatidas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-cyan-bluish-gray-color\"><strong>Por Jos Barlow e Alexander C. Lees<\/strong>*<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine uma floresta tropical ao amanhecer \u2013 o dossel carregado de samambaias e orqu\u00eddeas, troncos de \u00e1rvores cobertos de musgos esponjosos e liquens, e a n\u00e9voa da manh\u00e3 sumindo lentamente ao nascer do sol. Embora haja combust\u00edvel em todos os lugares, parece inimagin\u00e1vel que ecossistemas t\u00e3o \u00famidos possam pegar fogo.<\/p>\n\n\n\n<p>E o fato \u00e9 que sem interven\u00e7\u00e3o humana, eles n\u00e3o pegam. O registro de carv\u00e3o indica inc\u00eandios <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rstb.2007.0014\">pouco frequentes na Amaz\u00f4nia<\/a>, mesmo durante os per\u00edodos de coloniza\u00e7\u00e3o humana pr\u00e9-colombiana, e as oito mil ou mais esp\u00e9cies de \u00e1rvores amaz\u00f4nicas n\u00e3o possuem nenhuma das adapta\u00e7\u00f5es evolutivas de fogo encontradas em savanas ou florestas boreais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas com milhares de inc\u00eandios acontecendo na Amaz\u00f4nia atualmente, vale a pena observar como eles se comportam. Nesse contexto, focamos principalmente em \u201cinc\u00eandios florestais\u201d que avan\u00e7am sobre a floresta em p\u00e9. O que eles significam para uma ecossistema que n\u00e3o evoluiu com fogo? E o que \u00e9 necess\u00e1rio para evitar novos danos?<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio de muitas imagens circulando pela internet que retratam os <a href=\"https:\/\/www.motherjones.com\/environment\/2019\/08\/viral-photos-amazon-fire-fake-macron\/\">doss\u00e9is em chamas<\/a>, inc\u00eandios em florestas tropicais nunca antes perturbadas n\u00e3o causam o impacto visual retratado nessas imagens: as chamas avan\u00e7am apenas de 200 a 300 metros por dia e raramente ultrapassam os 30 cm de altura, queimando apenas folhas secas e madeira ca\u00edda.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Rainforest understorey fire by Jos Barlow\" width=\"970\" height=\"546\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/adTVVilKEbs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Fogo rasteiro queima lentamente em uma \u00e1rea de floresta prim\u00e1ria na Amaz\u00f4nia brasileira. Cr\u00e9dito: Jos Barlow<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A maioria dos animais com melhor capacidade de deslocamento \u00e9 capaz de fugir. Se as equipes de brigadistas estiverem presentes, \u00e9 poss\u00edvel cessar o fogo fazendo aceiros (\u00e1rea em que se elimina toda a vegeta\u00e7\u00e3o seca do solo) relativamente estreitos. <a href=\"https:\/\/www.hindawi.com\/journals\/psyche\/2012\/780713\/abs\/\">Trilhas de formigas cortadeiras<\/a>, por exemplo, foram suficientes para impedir inc\u00eandios florestais em um experimento no sul da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a intensidade de um inc\u00eandio n\u00e3o \u00e9, necessariamente, um indicativo da <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nature01437\">sua gravidade<\/a>. A falta de adapta\u00e7\u00e3o natural para lidar com inc\u00eandios florestais faz com que as esp\u00e9cies da floresta tropical sejam incrivelmente sens\u00edveis. Mesmo um inc\u00eandio de baixa intensidade pode matar a metade das \u00e1rvores. Enquanto \u00e1rvores pequenas s\u00e3o mais suscet\u00edveis em um primeiro momento, as <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rstb.2018.0043\">maiores geralmente morrem nos anos seguintes<\/a>, levando \u00e0 uma eventual perda de mais da metade dos estoques de carbono da floresta. Essas \u00e1rvores grandes s\u00e3o as que cont\u00eam mais carbono e o subsequente crescimento de esp\u00e9cies pioneiras n\u00e3o \u00e9 uma compensa\u00e7\u00e3o \u2013 uma vez queimadas, as florestas ret\u00eam 25% menos carbono do que as florestas n\u00e3o queimadas, <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rstb.2018.0043\">mesmo ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas de crescimento<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.theconversation.com\/files\/289225\/original\/file-20190823-170941-1dolj19.png?ixlib=rb-1.1.0&amp;rect=9%2C299%2C1583%2C756&amp;q=45&amp;auto=format&amp;w=1000&amp;fit=clip\" alt=\"\"\/><figcaption><br><em>O fogo se arrasta pelo ch\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica. Foto: Jos Barlow<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com um impacto t\u00e3o devastador nas \u00e1rvores, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que animais e humanos dependentes da floresta tamb\u00e9m sejam afetados. Primatas de grande porte s\u00e3o menos abundantes em florestas queimadas e muitos p\u00e1ssaros que se alimentam predominantemente de insetos <a href=\"https:\/\/www.jstor.org\/stable\/4493656?seq=1#metadata_info_tab_contents\">desaparecem por completo<\/a>. Integrantes de comunidades da regi\u00e3o, que usam as florestas como fonte de ca\u00e7a, materiais para constru\u00e7\u00e3o e subst\u00e2ncias medicinais, perdem uma de suas mais importantes redes de seguran\u00e7a.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.theconversation.com\/files\/289228\/original\/file-20190823-170946-1ey5x8o.jpg?ixlib=rb-1.1.0&amp;q=45&amp;auto=format&amp;w=1000&amp;fit=clip\" alt=\"\"\/><figcaption><br><em>O pinto-do-mato-carij\u00f3 \u00e9 um p\u00e1ssaro incomum e pouco conhecido, que revira folhas para procurar insetos no sub-bosque da floresta. A esp\u00e9cie desaparece em florestas queimadas, pois os inc\u00eandios alteram seu habitat \u00famido. Foto: Alexander Lees<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Tudo isso acontece quando uma floresta queima pela primeira vez. No entanto, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito diferente quando as florestas sofrem inc\u00eandios recorrentes. Isso porque as \u00e1rvores mortas anteriormente viram combust\u00edvel para uma verdadeira fogueira: uma \u00e1rea cheia de lenha seca sob um dossel aberto. A altura das chamas nessas florestas geralmente atinge as copas das \u00e1rvores, causando a morte de <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/10.1098\/rstb.2007.0013\">quase todos os indiv\u00edduos<\/a> remanescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal cen\u00e1rio tem sido comparado \u00e0 \u201c<a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/10.1098\/rstb.2012.0427\">savaniza\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d. Mas mesmo que os arbustos restantes e as \u00e1rvores escassas sejam parecidas com ecossistemas tropicais que dependem do fogo, florestas tropicais altamente degradadas n\u00e3o t\u00eam a mesma biodiversidade nem os valores culturais das savanas. Em vez disso, \u00e9 mais prov\u00e1vel que os inc\u00eandios recorrentes acelerem a transi\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia para um ecossistema de baixa diversidade e baixo carbono, com uma pequena fra\u00e7\u00e3o de seu valor social e ecol\u00f3gico atual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O problema do fogo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que os inc\u00eandios florestais n\u00e3o s\u00e3o um processo natural na Amaz\u00f4nia, ent\u00e3o por que tantos inc\u00eandios est\u00e3o acontecendo agora? Infelizmente, ainda n\u00e3o est\u00e1 claro o que est\u00e1 queimando exatamente \u2013 sat\u00e9lites que detectam inc\u00eandios ativos s\u00e3o guias imprecisos e s\u00f3 teremos mais clareza quando as cicatrizes de queimaduras forem mapeadas com precis\u00e3o em todos os usos da terra. Mas \u00e9 prov\u00e1vel que o aumento atual seja uma mistura de tr\u00eas tipos diferentes de fogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns inc\u00eandios s\u00e3o originados por &#8220;queimadas agr\u00edcolas&#8221; \u2013 quando o fogo \u00e9 o recurso usado \u200b\u200bna agricultura rotativa ou para &#8220;limpar&#8221; o mato que invade pastagens. Mas <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2019\/08\/focos-de-incendio-na-regiao-tem-assinatura-do-desmatamento-diz-nasa.shtml\">a quantidade de fuma\u00e7a<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-49454749\">v\u00eddeos de Rond\u00f4nia<\/a> sugerem que aqueles inc\u00eandios est\u00e3o relacionados a um <a href=\"https:\/\/www.aljazeera.com\/news\/2019\/07\/brazil-amazon-deforestation-surged-june-bolsonaro-190703153738157.html\">aumento recente no desmatamento<\/a>, o que ocorre quando a vegeta\u00e7\u00e3o cortada \u00e9 queimada para criar fazendas de gado e dar suporte \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es de terras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De forma alarmante, embora esta esta\u00e7\u00e3o seca seja considerada normal, h\u00e1 evid\u00eancias de que esses inc\u00eandios intencionais levaram a inc\u00eandios florestais em florestas em p\u00e9, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mt\/mato-grosso\/noticia\/2019\/08\/15\/fogo-atinge-terra-indigena-ha-cerca-de-2-semanas-em-mt-e-cacique-reclama-que-brigadistas-nao-foram-ao-local.ghtml\">inclusive em reservas ind\u00edgenas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Lidar com esses inc\u00eandios \u00e9 complexo, pois muitas das atividades s\u00e3o ilegais ou t\u00eam motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Por exemplo, houve um aumento acentuado na detec\u00e7\u00e3o de focos de calor durante o recente \u201c<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2019\/08\/em-dia-do-fogo-sul-do-pa-registra-disparo-no-numero-de-queimadas.shtml\">dia de inc\u00eandio<\/a>\u201d, e madeireiros ou especuladores de terra j\u00e1 estiveram envolvidos em inc\u00eandios florestais em <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/meio-ambiente\/ultimas-noticias\/redacao\/2015\/10\/28\/incendio-em-terra-indigena-no-maranhao-esta-controlado-diz-ibama.htm\">reservas ind\u00edgenas<\/a> no passado. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante fazer uma distin\u00e7\u00e3o entre esses inc\u00eandios ilegais e a agricultura de corte e queima em pequena escala feita pelos povos tradicionais e ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia. Embora esses inc\u00eandios possam escapar para as florestas, eles tamb\u00e9m s\u00e3o essenciais para manter os meios de subsist\u00eancia de algumas das pessoas mais pobres da Amaz\u00f4nia.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.theconversation.com\/files\/289230\/original\/file-20190823-170946-t2s94c.jpg?ixlib=rb-1.1.0&amp;q=45&amp;auto=format&amp;w=1000&amp;fit=clip\" alt=\"\"\/><figcaption><br><em>Floresta queimada para dar lugar \u00e0 pastagem no munic\u00edpio de Novo Progresso (PA), em 2006. A regi\u00e3o est\u00e1 no epicentro dos inc\u00eandios de 2019. Den\u00fancias indicam uma tentativa dos fazendeiros locais de enviarem mensagem coordenada ao presidente Jair Bolsonaro com o conte\u00fado &#8220;estamos prontos para limpar a floresta&#8221;. Foto: Alexander Lees<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando os inc\u00eandios invadem de fato na floresta, <a href=\"http:\/\/portalamazonia.com\/noticias\/apos-11-dias-incendio-florestal-e-controlado-em-parque-nacional-do-jau-no-amazonas\">eles podem ser combatidos<\/a> com abordagens de baixa tecnologia, como os aceiros. No entanto, o combate efetivo continua sendo raro e, na maioria dos casos, a ajuda chega <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/meio-ambiente\/ultimas-noticias\/redacao\/2015\/10\/28\/incendio-em-terra-indigena-no-maranhao-esta-controlado-diz-ibama.htm\">atrasada<\/a> ou nem <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/el-nino-fires-are-raging-in-the-amazon-and-were-right-in-the-middle-of-them-51645\">chega<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a presid\u00eancia Jair Bolsonaro, os fundos para o IBAMA foram reduzidos em 95%. Isso resultou em uma redu\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/noticias\/governo-corta-r-187-milhoes-do-mma-saiba-como-o-corte-foi-dividido\/\">R $ 17,5 milh\u00f5es em recursos para combate a inc\u00eandios<\/a>, impacto que foi agravado pela perda do Fundo Amaz\u00f4nia, mantido majoritariamente por Noruega e Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como reduzir a inflamabilidade das florestas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Reduzir os inc\u00eandios florestais requer ir al\u00e9m de controlar as fontes de igni\u00e7\u00e3o e combater as chamas do fogo. \u00c9 preciso tamb\u00e9m incentivar a\u00e7\u00f5es que limitem a inflamabilidade das florestas, como, por exemplo, combater o desmatamento, pois ele exp\u00f5e as bordas da floresta ao microclima mais quente e seco das terras agr\u00edcolas e contribui para a <a href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/pdf\/10.1002\/2015GL066063\">redu\u00e7\u00e3o de chuva<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A explora\u00e7\u00e3o seletiva de madeira tamb\u00e9m desempenha um papel fundamental em tornar as florestas tropicais mais inflam\u00e1veis. Ao caminhar durante a esta\u00e7\u00e3o seca em uma floresta explorada, \u00e9 poss\u00edvel sentir o calor do sol diretamente no rosto, e a serapilheira (a camada de restos de plantas e material org\u00e2nico sobre o solo) crepita embaixo dos p\u00e9s. As florestas prim\u00e1rias n\u00e3o exploradas, por sua vez, s\u00e3o mais muito sombreadas e a serapilheira permanece sempre \u00famida. A preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios precisa ser uma condi\u00e7\u00e3o fundamental do manejo florestal de longo prazo. Isso s\u00f3 funcionar\u00e1 se a <a href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/4\/8\/eaat1192\">extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira<\/a> for controlada, uma vez que a madeira barata prejudica a viabilidade do manejo florestal feito com melhores pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a pr\u00f3pria mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 tornando <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/110\/45\/18110\">as esta\u00e7\u00f5es secas mais longas<\/a> e as florestas mais inflam\u00e1veis. Temperaturas elevadas <a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.1088\/1748-9326\/aa6884\">tamb\u00e9m est\u00e3o provocando inc\u00eandios florestais tropicais<\/a> mais frequentes em anos sem seca. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m podem estar impulsionando a frequ\u00eancia e a <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nclimate2100\">magnitude crescentes de anomalias clim\u00e1ticas<\/a>, como, por exemplo, os eventos do El Ni\u00f1o, que <a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/334\/6057\/787\">afetam a intensidade da esta\u00e7\u00e3o de fogo<\/a> em toda a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><em>*artigo publicado originariamente em <\/em><a href=\"https:\/\/theconversation.com\/amazon-fires-explained-what-are-they-why-are-they-so-damaging-and-how-can-we-stop-them-122340\"><em>The Conversation<\/em><\/a><em>, traduzido e editado em parceria com os autores<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Jos Barlow<\/strong> \u00e9 professor de Ci\u00eancia da Conserva\u00e7\u00e3o da Universidade de Lancaster, no Reino Unido. Alexander C. Lees \u00e9 Professor S\u00eanior de Biologia da Conserva\u00e7\u00e3o na Universidade Metropolitana de Manchester, tamb\u00e9m no Reino Unidos. Ambos s\u00e3o fundadores da Rede Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (RAS) e t\u00eam mais de uma d\u00e9cada de experi\u00eancia em trabalhos cient\u00edficos na Amaz\u00f4nia, onde atuam em parceria com pesquisadores brasileiros e representantes de comunidades locais. <\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h6>Como este artigo foi produzido:<br>O texto \u00e9 fruto de uma parceria entre a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Antropologia (ABA) e a Ambiental Media, e pode ser replicado gratuitamente sob os cr\u00e9ditos da Ambiental e da autora.<\/h6>\n\n\n\n<h6>Os artigos publicados no site da Ambiental s\u00e3o de autoria de cientistas de diversas institui\u00e7\u00f5es. Todos os autores s\u00e3o colaboradores eventuais e sua opini\u00f5es n\u00e3o representam as opini\u00f5es da Ambiental Media. Para ter seu artigo publicado neste espa\u00e7o, escreva para weare@ambiental.media.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas explicam em detalhes as causas do fogo, seus efeitos devastadores e como as queimadas devem ser combatidas Por Jos Barlow e Alexander C. 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